A vida passa tão rápido. Quando percebemos já estamos com quase trinta anos.
E apesar de doer um pouco se dar conta disso, é válido rever os passos.
A maior parte dos erros, eu cometeria de novo.
Alguns jamais.Amigos, que se passaram, amizades que se formaram. Amores que coloriram cada fase, cada idade.
Pessoas que valeram a pena conhecer outras nem tanto.
E a pessoa que nos tornamos a cada momento.
As vezes eu me adoro, me amo.
Outras tantas me odeio.
Odeio quando esqueço que depois de hoje, vem o amanhã. Odeio quando me deixo levar por palavras, pelas pessoas, pela situação.
Odeio quando não ouço minha razão e deixo meu coração tomar as decisões.
Odeio quando mais uma vez, chego a conclusão de que as pessoas são egoístas, mentirosas, manipuladoras, hipócritas, e interesseiras.
Odeio quando sinto que meu corpo é humano, e sofre.
Quando o coração dói.
E quando o nó do arrependimento é tão grande que entala na garganta.
Odeio quando aquele frisson no estômago não antecede coisas boas, e sim uma broca barulhenta.
Odeio sentir esse ódio, que me cega, me cala, me enlouquece e me faz achar que tudo acaba assim. Mas a vida segue. Se Deus quiser por caminhos melhores. E sem olhar para trás.
Impossível não se amar e se odiar por várias vezes, alternadamente, ao longo da vida. Só os doentes do ego se amam, ou melhor, idolatram a si mesmos, o tempo todo. Ótima reflexão!
ResponderExcluirbeijos:)
Adorei essa passagem!!doentes do ego...profundo e tocante...te adoro
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