terça-feira, 6 de julho de 2010

A dor de perder....

Como é dolorido perder. Seja um jogo, seja um emprego seja um amigo.

Dói no íntimo da alma.

Não é fácil conter as lágrimas. Vê-se homens de todos os portes aos prantos.

É comovente sempre.

Até para quem não gosta de futebol,

se sente solidário àqueles que voltam pra casa com o gosto amargo da derrota.

Perder um amigo, um ente querido, um amor...

Não poder olhar mais nos olhos da pessoa e ver o brilho de vida. Não poder encontrar mais "por

aí". Não poder abraçar, ou ligar no meio da noite para receber conforto.

Perder um emprego, depois de anos de dedicação, e de vestir a camisa.

Perder a dignidade, diante da humilhação.

Perder a vergonha, forçados por uma paixão arrebatadora, e depois perder o objeto de desejo.

Sempre dói.

Sempre passa. Se você quiser.

Azedar eternamente diante de uma perda, é uma opção. Não uma sentença.

Conheci uma vez uma graciosa mulher madura, que retomando a faculdade, parecia estar

renovando a própria vida. Mas amargava a perda de um marido infiel.

Não conseguiu passar esta página e estacionou na decepção do idolatrado cônjuge.

As novas conquistas não virão se pararmos na derrota.

Quem não luta não perde, mas também não conquista.

O próximo passo, tem que ser dado. É claro que não é simples.

Não são só etapas. Precisa de transformação. Pegar o que se aprendeu com a perda, juntar os

caquinhos, reconhecer os erros, criar a força para seguir em frente...

E tudo isso carregando

ainda a mágoa da perda. Porque esta não nos abandona tão facilmente. Ela arde na garganta, e

cria nós.

Faz acelerar o coração e suar as mãos, calafrios no estômago,

tremedeira nas pernas e adrenalina no sangue pulsando.

Use esse gás a seu favor.

Não se acomode na mágoa, e nem use-a contra ninguém.

Tudo passa. Acredite isso também vai passar.

Um comentário:

  1. Perder dói. Às vezes odiamos saber que isso faz parte da vida. Mas é quando nos tornamos mais humanos: na perda. E quando nos doamos também. Talvez por isso eu goste de assistir a emoção dos jogadores de futebol que perdem os jogos e sabem que a Copa acabou ali para eles. Naquele momento, aqueles homens tão fortes, admirados, desejados, se mostram como são: humanos, fracos, atingíveis e não semi-deuses.
    Perder nos faz humanos e nos faz compreender a humanidade do outro quando sabemos aprender com as perdas.

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