Seja num copo, seja na amplitude no horizonte, a água consegue mudar as coisas.
Consegue cessar soluços, acalmar o pranto, embelezar a paisagem.
O poder da água é indiscutível, quantos conseguem deixar para traz suas limitações quando estão envolvidos por ela.
Nunca vou perder a linda imagem de um jovem nadador fazendo a travessia da lagoa numa competição anual de escolas de natação, ele vinha nos últimos grupos, deixando para traz poucos outros que lutavam a manter o ritmo e o folêgo já nas últimas braçadas.
Mas estava nas braçadas a diferença deste jovem, ele nao tinha os braços, à altura do antebraço normal acabava seu membro superior direito e pouco menor o esquerdo, e mesmo assim sem as mãos, ele deslizava na água não demonstrando tanto esforço, os aplausos foram aumentando a medida que se aproximava do fim da travessia, não eram olhares de piedade, mas sim de admiração. Admiração que forçava todos ali a acompanhar seu empenho chegando nos últimos metros de travessia, seus pequenos braços, foram auxiliados por um colega que o ajudou a sair da água e trazer aos olhos de todos lágrimas e espanto ao ver que também não tinha as pernas.
Depois dele outros completamente saudáveis saíam da água, com o mesmo sentimento de vencedor, porque podia olhar para traz e ver o ponto de partida, e a sua frente a tão desejada chegada.
A água era o que separava estes dois pontos importantes, e ela separa muitas vezes o ponto de ebulição dos nossos nervos.
Parar em frente a uma lagoa, ao mar, e deixar vagar o pensamento muitas vezes impede que tropeçamos no nosso stresse.
Caminhar pela beira do mar, deixar a areia tocar nossa pele, equilibrando as energias, e ouvindo o barulho dela - da água do mar - contornando a encosta quebrando ondas...
A água tem um grande poder aproveite-se dela.
Correndo em desespero em direção a imensidão azul gritando ao vento e libertando a própria alma.Liberte-se
Muito a dizer. Tantos pensamentos... Ideias e ideais que precisava transpor, compartilhar de alguma forma. E aqui está: um jeito de dizer o não-dito. Um jeito de calar o silêncio.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Warning danger
Você já esbravejou, gritou, xingou. Já brigou, perdeu a cabeça.
Mesmo sem razão defendeu sua postura.
E agora não faz nenhuma dessas coisas.
Não responde, não se altera. Se cala. A vontade até sobe, mas não chega a motivar uma reação.
A coisa acontece e o máximo que lhe ocorre é extinguir a relação.
O caminho mais rápido e "indolor". Sem complicações.
Pensamentos do tipo: Não quero mais isso para mim.
Mas nem mesmo num sussurro, calada mesmo, falando "pra si".
Isso tudo é preocupante.
Quando a situação já está tão desagradável que você prefere se calar se fechar e torcer para os dias passarem logo.
Mas os dias arrastam o problema, arrastam o incômodo, prolongam a tristeza e aumentam a angustia.
O mesmo tempo que vai maquiando agora vai revelar depois que não valeu a pena se calar.
Não me entenda mal, as vezes é muito importante se calar, pensar mais vezes antes que o som dê vida ao sentimento do coração.
Mas quando muitas vezes o coração grita solitário no peito, sufocando e tirando o ar dos pulmões dando nós indissolúveis na garganta, e mesmo assim a boca permanece no silêncio ensurdecedor que vai aos poucos enchendo a cabeça de pensamentos sombrios... Aí que mora o perigo.
Imagino que semanas e semanas de opressão e silêncio acompanharam aquele jovem que calou o seu silêncio atirando contra colegas e professores num ato desesperado e insano.
Antes de estrangular o momento, perdendo de vez a cabeça, busque energia pura, libere endorfina no seu corpo, busque liberar o que há de tóxico antes... mas grite.
Ponha pra fora o que te perturba, antes que perturbe tanto que você não se importe mais.
Porque deixando de se importar, você pode acabar subestimando a própria vida.
Mesmo sem razão defendeu sua postura.
E agora não faz nenhuma dessas coisas.
Não responde, não se altera. Se cala. A vontade até sobe, mas não chega a motivar uma reação.
A coisa acontece e o máximo que lhe ocorre é extinguir a relação.
O caminho mais rápido e "indolor". Sem complicações.
Pensamentos do tipo: Não quero mais isso para mim.
Mas nem mesmo num sussurro, calada mesmo, falando "pra si".
Isso tudo é preocupante.
Quando a situação já está tão desagradável que você prefere se calar se fechar e torcer para os dias passarem logo.
Mas os dias arrastam o problema, arrastam o incômodo, prolongam a tristeza e aumentam a angustia.
O mesmo tempo que vai maquiando agora vai revelar depois que não valeu a pena se calar.
Não me entenda mal, as vezes é muito importante se calar, pensar mais vezes antes que o som dê vida ao sentimento do coração.
Mas quando muitas vezes o coração grita solitário no peito, sufocando e tirando o ar dos pulmões dando nós indissolúveis na garganta, e mesmo assim a boca permanece no silêncio ensurdecedor que vai aos poucos enchendo a cabeça de pensamentos sombrios... Aí que mora o perigo.
Imagino que semanas e semanas de opressão e silêncio acompanharam aquele jovem que calou o seu silêncio atirando contra colegas e professores num ato desesperado e insano.
Antes de estrangular o momento, perdendo de vez a cabeça, busque energia pura, libere endorfina no seu corpo, busque liberar o que há de tóxico antes... mas grite.
Ponha pra fora o que te perturba, antes que perturbe tanto que você não se importe mais.
Porque deixando de se importar, você pode acabar subestimando a própria vida.
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