quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Warning danger

Você já esbravejou, gritou, xingou. Já brigou, perdeu a cabeça.
Mesmo sem razão defendeu sua postura.
E agora não faz nenhuma dessas coisas.
Não responde, não se altera. Se cala. A vontade até sobe, mas não chega a motivar uma reação.
A coisa acontece e o máximo que lhe ocorre é extinguir a relação.
O caminho mais rápido e "indolor". Sem complicações.
Pensamentos do tipo: Não quero mais isso para mim.
Mas nem mesmo num sussurro, calada mesmo, falando "pra si".
Isso tudo é preocupante.
Quando a situação já está tão desagradável que você prefere se calar se fechar e torcer para os dias passarem logo.
Mas os dias arrastam o problema, arrastam o incômodo, prolongam a tristeza e aumentam a angustia.
O mesmo tempo que vai maquiando agora vai revelar depois que não valeu a pena se calar.
Não me entenda mal, as vezes é muito importante se calar, pensar mais vezes antes que o som dê vida ao sentimento do coração.
Mas quando muitas vezes o coração grita solitário no peito, sufocando e tirando o ar dos pulmões dando nós indissolúveis na garganta, e mesmo assim a boca permanece no silêncio ensurdecedor que vai aos poucos enchendo a cabeça de pensamentos sombrios... Aí que mora o perigo.
Imagino que semanas e semanas de opressão e silêncio acompanharam aquele jovem que calou o seu silêncio atirando contra colegas e professores num ato desesperado e insano.
Antes de estrangular o momento, perdendo de vez a cabeça, busque energia pura, libere endorfina no seu corpo, busque liberar o que há de tóxico antes... mas grite.
Ponha pra fora o que te perturba, antes que perturbe tanto que você não se importe mais.
Porque deixando de se importar, você pode acabar subestimando a própria vida.

Um comentário:

  1. Não sou a melhor pessoa pra comentar... Peguei trauma de silêncios sufocantes, silêncios que não escolhi...

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